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PROJETO 2013

UNIVERSIDADE SÃO PAULO USP | INSTITUTO DE ARQUETETURA E URBANISMO IAU IAU 734 – 735 PROJETO 3 a+b | semestre 1 2013 | Arquitetura, Cidade e Paisagem | Professores responsáveis: Renato Anelli e Marcelo Tramontano | Créditos Aula: 12 Créditos Trabalho: 4 Carga Horária Total: 300 horas Tipo: Semestral

MÓDULO 1 > SISTEMA URBANO EM REDE
                         Estações de Integração

APRESENTAÇÃO

Os exercícios a serem desenvolvidos nessa edição estão articulados entre si, por meio de uma proposta que vincula uma unidade sistêmica de mobilidade urbana à formação de núcleos providos de equipamentos de interesse social. Trata-se de um ensaio prospectivo sobre o futuro próximo da cidade de São Carlos, tendo como horizonte o ano de 2020. O elemento unificador da proposta é a requalificação e extensão do Sistema Integrado de Transporte Urbano de São Carlos – SITRANS, que ensejará a possibilidade de reurbanização de áreas por ele servidas.
Parte-se da premissa, tal qual levada a efeito na disciplina de Projeto 3 já há alguns anos, da implementação de um sistema estrutural de transporte de massa em São Carlos, composto por uma linha troncal de Veículos Leves sobre Trilho (VLT) disposta no sentido norte-sul, com uma alça sul-oeste, que atuaria como elemento estruturador do desenvolvimento da cidade, consoante as diretrizes presentes no Plano Diretor do Município de São Carlos.
Sistemas de transporte de massa funcionam de forma troncalizada, isto é, além de atender a demanda de viagens a equipamentos próximos a suas paradas, são servidos por linhas alimentadoras de ônibus ou micro-ônibus que trazem passageiros de origens e destinos não suficientemente próximos da linha principal para serem atingidos a pé. Desdobrando as implicações dessa abordagem, propõe-se para esse ano a reestruturação dos deslocamentos intraurbanos Leste-Oeste, através de uma linha de VLT que intersectará outras linhas planejadas nos anos anteriores.
Ao longo de um percurso projetado para o transporte público, que atravessa o centro histórico e comercial de São Carlos, foram identificadas algumas áreas que deverão ser objeto de intervenção, caracterizadas por graus bastante distintos de consolidação, densidades e índices de ocupação, abrangendo uma ou mais quadras. Além de abrigos nos pontos de paradas do VLT, ao longo de toda a linha, em cada uma dessas áreas, deverá ser feito um projeto urbanístico e arquitetônico de uma estação de ônibus, uma escola, dois edifícios abrigando equipamentos públicos e um espaço livre.
A estratégia pedagógica adotada envolve aproximações sucessivas às situações-objeto, assumindo em cada momento um modo complementar de problematizar e representar a relação entre a arquitetura e a cidade. Assim, os exercícios são entendidos como etapas que contemplam uma abordagem sistêmica da cidade e o planejamento do uso do solo de algumas áreas implicadas com esse sistema; o projeto urbano de um núcleo de bairro, com volumetria (plano de massas); o desenvolvimento de um projeto arquitetônico em conjunto com seu espaço livre imediato.

FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

O sistema de transporte público urbano de São Carlos vem passando por transformações desde 2001, quando o poder público municipal assumiu o planejamento e o controle desse serviço. Após mais de 30 anos sem alterações estruturais, a rede de linhas de transporte coletivo não atendia as demandas recentes de deslocamento da população. Com o acelerado crescimento da cidade nos últimos anos, a perspectiva de colapso do serviço exigiu uma revisão radical. Pensado como elemento estruturador do desenvolvimento urbano, o Sistema Integrado de Transporte Urbano de São Carlos – SITRANS contou em sua elaboração com a participação de docentes, alunos e pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (Departamentos de Engenharia de Transportes e de Arquitetura e Urbanismo).
O projeto baseou-se nos seguintes conceitos:
O novo traçado das linhas de transporte coletivo forma um sistema que explora as possibilidades da integração sem a necessidade de um Terminal de Integração física na região central da cidade, onde o transbordo ocorreria dentro de um recinto cercado. Pelo contrário, foram concebidas linhas que permitem a viagem entre bairros próximos sem passar pelo centro, além de linhas alimentadoras das linhas estruturais que atravessam a cidade.
A implantação do SITRANS envolveu dois momentos:
Em julho de 2004, iniciou-se o funcionamento do sistema de bilhetagem eletrônica, com distribuição de cartões do tipo smart card a todos os usuários cadastrados (estudantes, empregadas domésticas, idosos e usuários comuns) e a implantação de validadores eletrônicos nos ônibus.
A segunda etapa de implantação do sistema ocorreu em fevereiro de 2006, com a substituição completa das linhas antigas pela nova rede integrada. A dificuldade de adaptação dos usuários aos novos trajetos e à segmentação de viagens resultou no r­­ecuo da prefeitura, que se viu obrigada a re-instaurar a rede antiga e limitar-se a alterações graduais e cuidadosas.

Bibliografia Geral

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